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Mestre de Vida: Emmanuel Mounier

Emmanuel Mounier Emmanuel Mounier 1905 - 1950

Emmanuel Mounier

Mounier foi um filósofofrancês, criador do personalismo cristão, que colocava a pessoa acima de tudo. Sua filosofia escapou das sistematizações justamente porque estava enraizada nas pessoas, para ele, sempre livres e imprevisíveis.

Emmanuel Mounier foi uma voz ativa contra o fascismo e o nazismo. Foi crítico também ao capitalismo e ao comunismo sempre baseando as suas críticas na capacidade dos sistemas de gerarem mais liberdade e realização pessoal. Em 1932, fundou a revista Esprit, que se afirmou como um ponto de convergência moral e espiritual.

Mounier desempenhou um papel de educador e filósofo no sentido mais radical da palavra. Sempre afirmou o valor do cristianismo, suportou inúmeras provações sem nunca vacilar na sua fé no potencial das pessoas. Mounier afirmou que a crise atual era, ao mesmo tempo, econômica e moral, e que seria urgente restabelecer o “primado do espiritual na humanidade”.

Ensinamentos:

“Importa, a todo custo, que façamos alguma coisa de nossa vida. Não o que os outros admiram, mas este impulso que consiste em imprimir-lhe o infinito. “

“Importante é que um dia, que não esteja muito longe; revolucionários, visitas, obrigações e ganha-pão, nos deixem todos ir em busca do centro de nós mesmos.”

“Porque não basta compreender, é preciso fazer. O nosso fim, o fim último, não é desenvolver em nós ou em torno de nós o máximo de consciência e o máximo de sinceridade, mas assumir o máximo de responsabilidades e transformar o máximo de realidade à luz das verdades que tivermos reconhecido.”

A vida é uma aventura aberta, exposta. Não protejam as crianças. Fortifiquem-nas interiormente para que brinquem bem com qualquer espécie de brinquedo.

“Quase se poderia dizer que só existo na medida em que existo para o outro e, no limite: ser é amar.”

“Todas as experiências conduzem ao mesmo ponto: impossível atingir a comunidade esquivando-se da pessoa, impossível fundar a comunidade sobre algo que não sobre pessoas solidamente constituídas.”

Do cristão é exigido permanentemente a arte de transfigurar as horas mortas, as ações medíocres, a monotonia cotiana. Seu dever é resgatar toda a sua participação na nausea do mundo.

“A forma mais baixa que podemos conceber do universo de homens é aquelaem que nos dei-xamos aglomerar quando renunciamos a ser pessoas lúcidas e responsáveis; o mundo da consciência sonolenta, dos instintos anônimos, das relações mundanas, do quotidiano, do conformismo, da mediocridade moral, da multidão anônima, das organizações irresponsáveis. Mundo sem vitalidade e desolado, onde cada pessoa renunciou provisoriamente a sê-lo, para se transformar num qualquer, não interessa quem. O mundo do não se constitui em, nem um nós, nem um todo. O primeiro ato duma vida pessoal é a tomada de consciência dessa vida anônima e a revolta contra a degradação que representa”.

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