Henry David ThoreauSamuel Beckett

Mestre de Vida: Mestre Eckhart

Mestre Eckhart Mestre Eckhart 1260 - 1328

Mestre Eckhart

O filósofo “Mestre Eckhart” nasceu na Alemanha e muito jovem entrou para Ordem dos Dominicanos.

Depois de estudar lógica, gramática, retórica, música, astrologia, geometria e aritmética ele foi, aos 20 anos, para Colônia, onde estudou teologia com Alberto Magno, famoso cientista, filósofo e teólogo.

Ocupou posição de relevo na sua ordem, visitando vários conventos e fazendo prédicas que otornaram uma celebridade.

A igreja o acusou de heresia.As 120 proposições pelas quais era acusado foram reduzidas para 28, e ele queria explicar-se, mas faleceu antes. Em 1329, o papa João XXII o condenou e o considerou um inimigo da Igreja dizendo que ele “semeava abrolhos na seara do Senhor”.

Eckhart foi um fértil e fecundo pensador da filosofia medieval,um místico por excelência, um filósofo que misturou de maneira muito harmônica a espiritualidade de uma mente que busca incessantemente com a de um coração que acolhe inteiramente a realidade criada por um Deus sempre benevolente.

Ensinamentos:

“Se a única oração que você fizesse em toda a sua vida fosse um “obrigado”, isso já bastaria.”

”Nada faz de alguém um verdadeiro ser humano, senão a renúncia à sua própria vontade. Sem renúncia em todas as coisas nada conseguiremos perante Deus.”

”Tu deves entregar-te a Deus com absolutamente tudo, e não te preocupares com o que Ele faz do que é seu.”

Que um homem caminhe pelos campos, que aí faça sua oração ou que esteja numa igreja e conheça a Deus; se consegue chegar a um melhor conhecimento de Deus porque se acha num lugar mais calmo, isso vem de sua imperfeição, mas não de Deus; pois Deus se encontra em todas as coisas e lugares.

As pessoas não deveriam tanto refletir no que têm a fazer; deveriam sobretudo imaginar o que deveriam ser. Se apenas elas fossem boas, se detivessem na boa maneira de ser, suas obras brilhariam com um vívido reluzir.Não imagine pôr santidade em suas obras; a santidade só pode residir em seu ser. Não são nossas obras que nos santificam, somos nós que devemos santificar nossas obras.”

“Se o homem se refaz completamente do pecado e dele se desvia por completo, então o Deus fiel faz como se o homem nunca tivesse caído no pecado. Nem por um instante pensa em fazê-lo expiar todos os seus pecados; nunca Deus teria rancor com relação a ele, contanto que nesse momento o veja tomado por boas disposições, Deus não dá mais atenção ao que esse homem foi no passado. Deus é o Deus do presente. Tal como encontra você, não como foi você, mas como você é nesse momento.

Eis por que Deus suporta de boa vontade o mal que decorre do pecado. A idéia do Senhor é que reconheçamos sua grande misericórdia. Ele deseja exortar-nos à sincera humildade e à piedade. Pois, se o arrependimento se renova, o amor deve, por sua vez, também ampliar-se e renovar-se.”

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