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Mestre de Vida: Paul Brunton

Paul Brunton Paul Brunton 1898 - 1981

Paul Brunton

Pensador místico e escritor britânico. Deixou uma carreira jornalística para viver entre os yogis, místicos, e homens santos da Índia (Ramana Maharish e Shankarasharya). Estudou grande variedade de ensinamentos esotéricos Ocidentais e Orientais. Devotando a sua vida a busca espiritual, se responsabilizou pela tarefa de comunicar suas experiências, sendo a primeira pessoa a escrever a respeito do Oriente com uma perspectiva ocidental. Tentando expressar seus pensamentos em termo de entendimento das pessoas comuns, Brunton foi capaz de apresentar o que ele aprendeu do Oriente e das tradições antigas com uma linguagem atual. Os escritos de Paul Brunton expressam a sua visão de que a meditação e a busca interior não são exclusivamente para monges e ermitões, mas também para pessoas com vida normal, vivendo ativamente no mundo Ocidental

Ensinamentos:

Traga sempre à lembrança o fato de que você é um peregrino, e que o mundo não é mais que um lugar, e que as situações em que você se encontra, ou cria para si, devem ser consideradas não somente do ponto de vista mundano, mas de uma busca por nós mesmos.

Que não sejamos desleais ao bem que está em nós por uma submissão covarde ao mal que está na sociedade.

A palavra morte é, depois da palavra amor, a mais mal compreendida e a mais mal empregada na linguagem comum. Nada perece; a morte não é destruição caótica, mas somente mutação e transformação das coisas.

O que acontece a um homem é importante, mas não tão importante quanto o que ele faz disso.

É perdoável desejar uma mudança de situação quando ela é dolorosa, mas é melhor antes inquirir que mensagem a situação encerra para nós. Senão, podemos estar tentando furtar-nos à diretriz do Eu Superior, incorrendo, portanto, no perigo de um infortúnio ainda maior.

A esperança é o andaime da Vida. Mas a menos que as mãos partam para a ação, podemos ficar em cima deste andaime para sempre e, contudo, a construção nunca será erguida. Eis por que nós, que procuramos a verdade, temos que trabalhar interiormente, e trabalhar intensamente, no meio da argamassa e dos tijolos comuns da existência mundana. Nossos sonhos de uma vida mais divina são proféticos, mas só os transformaremos em realidades quando dirigimos nossas mãos para as tarefas e disciplinas apresentadas pelo mundo.

“A ocupação principal do homem é tornar-se consciente do seu verdadeiro propósito na Vida; todas as outras ocupações são secundárias em relação a este interesse principal.”

É preciso abandonar a preocupação e a ansiedade em relação ao futuro. o futuro deve ser confiado completamente, e com toda fé, ao poder superior. A calma vem facilmente para o homem que realmente confia num poder mais alto. Isto é indiscutível.

Não sou daqueles que deploram o modo de vida moderno, que lamentam sua crescente americanização por dar enfase à comodidadese aparelhos mecânicos. Estas coisas são boas. Mas deploro sim, a falta de proporção em se perseguir estas coisas, a falta de moderação quando tais coisas constituem o único propósito da Vida.

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