Lao TséNise da Silveira

Mestre de Vida: San Juan de La Cruz

San Juan de La Cruz San Juan de La Cruz 1542 - 1591

San Juan de La Cruz

João de Ypes de Alvares nasceu emCastilha, na Espanha e foi criado pela sua mãe após a morte de seu pai, quando ainda era menino. Estudou num Colégio Jesuíta e Começou a trabalhar muito cedo num hospital.Em 1563 ele entrou para o Monastério dos Carmelitas Ele estudou na Universidade Salamanca de 1564 a 1568 e foi ordenado em 1567. João sentiu que os Carmelitas estavam com excesso de frouxidão e considerou passar para a Ordem mais dura dos Cartuzianos, mas foi dissuadido por Santa Tereza d‘Ávila. Depois lançaram a famosa reforma na Ordem das Carmelitas. Doutor em Teologia Mística, João era um místico, teólogo e poeta que compôs ricos trabalhos onde encontramos profundas expressões místicas. Estes renomados poemas são o “Cântico Espiritual “, “Ascensão ao Monte Carmel”, “Chama de Amor” e “Noite Sombria da Alma”. João apresenta o desenvolvimento da alma humana através da purgação, iluminação e união com Jesus. Ele permanece um dos mais expressivos teólogos místicos da Igreja. Foi beatificado em 1675, canonizado em 1726 por Benedito XIII e declarado Doutor da Igreja em 1926 pelo Papa Pio XI

Ensinamentos:

Onde não há amor, põe amor e colherás amor.

Não fujas dos sofrimentos, porque neles está a tua saúde.

A alma que busca a Deus e permanece em seus desejos e comodismo, busca-o de noite e não o encontrará. Mas quem o busca através das obras e exercícios da virtude, deixando de lado gostos e prazeres, o encontrará, pois o busca de dia.

Nesta desnudez acha o espírito sua quietação e descanso, pois nada cobiçando, nada o fatiga para cima e nada o oprime para baixo, por estar no centro de sua humildade. Porque quando alguma coisa cobiça, nisto mesmo se cansa e atormenta.

A mosca que pousa no mel não pode voar; a alma que fica presa ao sabor do prazer sente-se impedida em sua liberdade e contemplação.

Senhor se comunica passivamente ao espírito, assim como a luz se comunica passivamente a quem não faz mais que abrir os olhos para recebê-la.

O caminho da vida é de muito pouco ativismo e barulho. Requer mais mortificação da vontade do que muito saber. Caminhará mais quem carregar consigo menos coisas e desejos.

A fé e o amor são os dois guias de cego que te conduzirão, através de caminhos desconhecidos, até os segredos de Deus.

Quando tiveres teus desejos apagados, tuas afeições na aridez e angústias, e tuas faculdades incapazes de qualquer exercício interior, não sofras por isso; considera-te feliz por estares assim. É Deus que te vai livrando de ti mesmo, e tirando-te das mãos todas as coisas que possuis.

O progresso da pessoa é maior quando ela caminha às escuras e sem saber.

À medida que Deus prova o espírito e o sentido, a pessoa vai adquirindo, com sofrimento, virtudes, forças e perfeição.

Deus quer mais de ti um mínimo de obediência e docilidade do que todas as ações que realizas por ele.

Abandone-se a alma nas mãos de Deus e não queira ficar em suas próprias mãos; fazendo assim e deixando livres as potências, caminhará segura.

Quando tiveres algum aborrecimento e desgosto, lembra-te de Cristo crucificado e cala-te.

Não basta que Deus que nos ame para dar-nos virtudes; é preciso que, de nossa parte, também o amemos, a fim de podermos recebê-las e conservá-las.

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