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Mestre de Vida: Miguel de Unamuno

Miguel de Unamuno Miguel de Unamuno 1864 - 1936

Miguel de Unamuno

Unamuno foi um grande filósofo, poeta, romancista e dramaturgo espanhol. Foi também deputado entre 1931 a 1933 pela região de Salamanca. É o principal representante espanhol do existencialismo cristão, sendo conhecido principalmente por sua obra “O sentimento trágico da Vida”, que lhe valeu uma condenação do Santo Ofício católico. Foi nomeado reitor da Universidade de Salamanca três vezes.

Estudou na Universidade de Madrid, onde concluiu o curso de Filosofia e Letras em 1883. No ano seguinte, obtém seu doutorado com uma tese sobre a língua basca.

Unamuno protagonizou uma das grandes cenas heróicas de seu tempo quando, em pleno crescimento do Fascismo em seu país, tomou a palavra de um general saudado pelo povo para fazer uma bela defesa da inteligencia e da liberdade, muito atacadas pelo fascismo como pseudo intelectualidade.

O discurso de Unamuno foi vaiado por centenas de populares presentes e os soldados chegaram a empunhar armas para matá-lo. Salvo por seus amigos, foi logo depois destituído de sua Reitoria pelo ditador Francisco Franco, e passou o

resto de seus dias em prisão domiciliar.

Ensinamentos:

Geralmente, quando detestamos alguma coisa nos outros é porque a sentimos em nós mesmos. Não nos aborrecem os defeitos que não temos.

Há muitos, muitíssimos leitores que não gostam de que se os obrigue a pensar, e que querem que se lhes diga o que já sabem, o que já têm pensado.

É inútil querer discutir e tirar de alguém as suas ideias; as pessoas não querem deixar-se convencer; o melhor é deixá-las.

A dor é a substância da vida e a raiz da personalidade, pois somente sofrendo se é uma pessoa.

A verdadeira ciência ensina sobretudo a duvidar e a ser ignorante.

Mais vale o erro em que se crê do que a realidade em que não se crê; pois não é o erro, e sim a mentira, o que mata a alma.

Para cada alma há uma ideia que lhe corresponde e que é como a sua fórmula; e andam as almas e as ideias procurando-se umas às outras.

Quase todos os homens vivem inconscientemente no tédio. O tédio é o fundo da vida, foi o tédio que inventou os jogos, as distrações, os romances e o amor.

Quanto menos se lê, mais dano provoca o que se lê.

Crer é, em primeira instância, querer crer.

É preciso esquecer para viver; a vida é esquecimento; cumpre abrir espaço para o que está por vir.

A palavra sábia é aquela que, dita a uma criança, é sempre compreendida sem a necessidade de explicações.

Ler muito é um dos caminhos para a originalidade; uma pessoa é tão mais original e peculiar quanto mais conhecer o que disseram os outros.

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