Samuel BeckettMiguel de Unamuno

Mestre de Vida: Anatole France

Anatole France Anatole France 1844 - 1924

Anatole France

Nascido em París, desde muito jovem, Anatole foi um leitor insaciável. Seus primeiros poemas foram publicados em 1873. Por 20 anos, ocupou diversos cargos, mas sempre com tempo para os escritos, especialmente durante o trabalho como bibliotecário do Senado, de 1876 a 1890. Sua obra literária é vasta, embora seja mais conhecido como romancista e contista.

Influenciado pelo racionalismo de inspiração humanista, France condenava todas as formas de dogmatismo. Seu estilo apresenta um ceticismo urbano e hedonismo. Essa visão da vida aparece explicitamente em “O Jardim de Epicuro” (1895). Seu primeiro grande sucesso foi “O crime de Silvestre Bonnard” (1881), premiado pela Academia Francesa, da qual tornou-se membro em 1896.

Com o tempo tornou-se mais interessado em questões sociais. Apoiou Émile Zola no caso Dreyfus. Participou na fundação da Liga dos Direitos do Homem. Filiou-se ao Partido Comunista nos anos 1920. Recebeu em 1921 o Prêmio Nobel de Literatura. No ano seguinte a Igreja católica pôs sua obra no “Índex” por criticar a sociedade e a Igreja. Faleceu aos 80 anos de idade.

Ensinamentos:

Para realizar grandes conquistas, não devemos apenas agir, mas também sonhar, nao apenas planejar, mas também acreditar.

As verdades descobertas pela inteligência são estéreis. Apenas o coração é capaz de fecundar os seus sonhos.

Sabendo sofrer, sofre-se menos.

Muito aprendeu quem bem conheceu o sofrimento.

O real serve-nos para fabricar melhor ou pior um pouco de ideal.

O Estado é como o corpo humano. Nem todas as funções que desempenha são nobres.

O dinheiro é um dos fins para se viver feliz: os homens transformaram-no no único fim.

Na noite onde todos estamos, o sábio esbarra com a parede, enquanto o ignorante fica tranquilamente no meio do quarto.

Uma besteira repetida por trinta e seis milhões de bocas não deixa de ser uma besteira. As maiorias têm mostrado uma aptidão superior à servidão.

Chamamos perigosos àqueles cujo espírito é diferente do nosso e imorais aos que não têm a nossa moral.

O que os homens chamam de civilização é o estado atual dos seus costumes e o que chamam de barbárie são os estados anteriores. Os costumes presentes serão chamados bárbaros quando forem costumes passados.

É acreditando nas rosas que as fazemos desabrochar.

As mulheres e os médicos sabem bem como a mentira é necessária aos homens.

A mulher alimenta-se de carícias, como a abelha das flores.

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