Eugene IonescoMiguel de Unamuno

Mestre de Vida: Samuel Beckett

Samuel Beckett Samuel Beckett 1906 - 1989

Samuel Beckett

Beckett era irlandês e nasceu numa família burguesa e protestante. Em 1927 graduou-se em Literatura no Trinity College de Dublin, onde estudou também italiano e francês.

Artista que implodiu as fronteiras artísticas de seu tempo, Samuel Beckett ocupa um lugar central na arte do século XX. Prolífico, escreveu peças para teatro, rádio e televisão, romances, poemas, além de textos que escapam da moldura canônica dos gêneros literários. Beckett trouxe para o centro de sua obra “a expressão de que não há nada a expressar, nada com que se expressar, nada a partir do que expressar, nenhuma possibilidade de expressar, nenhum desejo de expressar, aliado à obrigação de expressar”.

Beckett é considerado como um dos escritores mais influentes do século XX. Influenciado por James Joyce, é considerado um dos últimos modernistas e as vezes como um dos primeiros pós-modernistas. Ele é um dos escritores do “Teatro do absurdo”.

Recebeu o Premio Nobel de Literatura em 1969. Utiliza, nas suas obras, uma riqueza metafórica imensa, privilegiando uma visão pessimista acerca do fenômeno humano. Sua obra mais famosa, tanto no Brasil como em Portugal, é a peça Esperando Godot.

Ensinamentos:

Dance primeiro. Pense depois. É a ordem natural.

O que me interessa é a forma das ideias, ainda que eu não creia nelas.

Não importa. Tente outra vez. Fracasse outra vez. Fracasse melhor.“

A partir do momento em que se conhece o porquê, tudo se torna mais fácil, uma simples questão de magia.

A invenção, devo modestamente admiti-lo, não consiste em criar disciplinadamente, mas sim em criar a partir do caos.

Todos nós nascemos loucos. Alguns permanecem.

A virtude absoluta mata o ser humano com tanta segurança como o vício absoluto, pela letargia e pomposidade que provocam.

Toda palavra é como uma mácula desnecessária no silêncio e no nada.

Não somos santos, mas estamos no lugar e hora marcados. Quantos podem dizer o mesmo?

Estamos sempre achando alguma coisa para dar a impressão de que existimos?

Toda arte é igual uma tentativa de encher um espaço vazio.

Eu não sei de nada, eu sei que meus olhos estão abertos, pois as lágrimas não vão parar de cair.

Os moralistas são pessoas que coçam onde os outros têm comichão.

Ah, as velhas perguntas, as velhas respostas, não há nada como elas!

Achar uma forma de acomodar todo o caos, essa é a tarefa do artista de hoje.

O que eu sei sobre o destino do homem? Eu poderia dizer mais sobre rabanetes…

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