Salomão

Mestre de Vida: Ortega y Gasset

Ortega y Gasset Ortega y Gasset 1883 - 1955

Ortega y Gasset

José Ortega y Gasset nasceu em Madri e foi um filósofo, jornalista e ativista político. Foi um dos grandes filósofos espanhóis de todos os tempos. Foi enviado cedo para um colégio jesuíta, fato ao qual atribui uma forte reação a esse tipo de educação. Em 1910 obtém a cátedra de Metafísica na Universidade de Madri. Em 1914 publica seu primeiro livro “Meditações do Quixote”. Em seu livro “ A Rebelião das Massas”, previu que os homens médios e medíocres chegariam ao poder nos nossos tempos. Previu também que seríamos uma geração de herdeiros dilapidadores da da rica herança cultural da humanidade. Após desentender-se com a ditadura espanhola exila-se na Argentina. Foi um educador do seu povo, à partir de sua convicção de que o que importa é a lucidez e a compreensão do mundo para podermos operar nele. A alternância entre o engajamento na sociedade e o distanciamento extremamente crítico configurará as principais fases da existência de Ortega y Gasset.

Ensinamentos:

“Eu sou eu e minhas circunstâncias”

Não são as circunstâncias que decidem a nossa vida. É, pois, falso dizer que na vida «decidem as circunstâncias». Pelo contrário: as circunstâncias são o dilema, sempre novo, ante o qual temos de nos decidir. Quem decide é o nosso caráter.

É imoral pretender que uma coisa desejada se realize magicamente, simplesmente porque a desejamos. Só é moral o desejo acompanhado da severa vontade de prover os meios da sua execução.

Podemos pretender ser quanto queiramos; mas não é lícito fingir que somos o que não somos.

O importante é a lembrança dos erros, que nos permite não cometer sempre os mesmos. O verdadeiro tesouro do homem é o tesouro dos seus erros, a larga experiência vital decantada por milénios, gota a gota.

A civilização avançada envolve problemas árduos. Por isso, quanto maior o progresso, mais está ameaçada. A vida está cada vez melhor; porém, evidentemente, cada vez mais complicada.

Foi preciso esperar até o começo do século XX para se presenciar um espectáculo incrível: o da peculiarísssima brutalidade e agressiva estupidez com que se comporta um homem quando sabe muito de uma coisa e ignora todas as demais.

Vivemos num tempo de chantagem universal que toma duas formas complementares de escárnio: Há a chantagem da violência e a chantagem do entretenimento. Uma e outra servem sempre para a mesma coisa: Manter o homem simples longe do centro dos acontecimentos.

Civilização é, antes de mais nada, vontade de convivência.

Em épocas de grande agitação, o dever do intelectual é manter-se calado, pois nessas ocasiões é preciso mentir e o intelectual não tem esse direito.

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