Nise da Silveira

Mestre de Vida: Hannah Arendt

Hannah Arendt Hannah Arendt 1906–1975

Hannah Arendt

Hannah Arendt foi uma teórica política alemã que escreveu sobre poder, democracia e totalitarismo. Seu ensaio “Sobre a Violência” fez uma distinção importante entre poder e violência, Sua mais famosa “A Condição Humana”, onde discute a política como um meio de alcançar a liberdade.

De origem judaica e é considerada uma das mais influentes pensadoras do século XX. Estudou Filosofia com alguns dos mais importantes filósofos contemporâneos como Heidegger, Husserl, Jaspers e Hartmann.

A privação de direitos e perseguição de judeus na Alemanha a partir de 1933, assim como o seu breve encarceramento nesse mesmo ano, fizeram-na decidir emigrar. O regime nazista retirou-lhe a nacionalidade em 1937, o que a tornou apátrida até conseguir a nacionalidade norte-americana.

Trabalhou como jornalista e professora universitária e publicou obras importantes sobre filosofia política. Defendia, em suas obras, o“pluralismo” no âmbito político. Graças ao pluralismo, o potencial de liberdade e igualdade política seria gerado na importante perspectiva da inclusão do Outro.

Ensinamentos:

Nós somos responsáveis por tudo e por todos os seres humanos.

Quem habita este planeta não é o Homem, mas os homens. A pluralidade é a lei da Terra.

A política trata da convivência entre diferentes. Os homens se organizam politicamente para certas coisas em comum, essenciais num caos absoluto, ou a partir do caos absoluto das diferenças.

O poder nunca é propriedade de um indivíduo; pertence a um grupo e existe somente enquanto o grupo se conserva unido.

Uma vida sem pensamento é totalmente possível, mas ela fracassa em fazer desabrochar sua própria essência – ela não é apenas sem sentido; ela não é totalmente viva. Homens que não pensam são como sonâmbulos.

Em nome de interesses pessoais, muitos abdicam do pensamento crítico, engolem abusos e sorriem para quem desprezam. Abdicar de pensar também é crime.

A escola não é de modo algum o mundo, nem deve ser tomada como tal; é antes a instituição que se interpõe entre o mundo e o domínio privado do lar

O objetivo da educação totalitária nunca foi incutir convicções, mas destruir a capacidade de formar alguma.

A educação é o ponto em que decidimos se amamos o mundo o bastante para assumirmos a responsabilidade por ele

Quanto mais superficial alguém for, mais provável será que ele ceda ao mal. Uma indicação de tal superficialidade é o uso de clichês.

“Vivemos tempos sombrios, onde as piores pessoas perderam o medo e as melhores perderam a esperança”

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