18/04/2020

Corona Vírus, uma visão transpessoal

Sueli Meirelles Sueli Meirelles
"Através da história da humanidade, diferentes conceitos relacionados a saúde e a doença, foram-se desenvolvendo. A antiga Medicina Chinesa acreditava que O homem adoecia quando em desarmonia com o Universo. "

CORONA VÍRUS: Uma visão Transpessoal

Linguísticamente, Corona tem o mesmo significado de coroa. “Em Medicina Chinesa, Coronário é o nome dado ao chakra mais elevado, localizado no campo energético do ser humano, na região da fontanela, a popular moleira, espaço macio e membranoso que separa os ossos do crânio dos recém-nascidos. Este chakra é o canal de conexão com a espiritualidade, através do qual podemos alcançar a experiência transcendental da união e receptividade com o Cosmos. É através deste centro ou vórtice de energia, que desenvolvemos a fé e a qualidade de nossas orações e meditações, uma vez que, quanto mais elevada a sintonia, mais fácil se torna a conexão com o Divino. Quando ativado, ele amplia nossa compreensão diante da vida e nos interliga com todos os seres, em estado de consciência de unidade.”

Cabe então perguntarmos:_Será a possibilidade de contaminação pelo corona vírus uma consequência da falta de ativação de nosso chakra coronário? Já há algum tempo, sabemos que padrões espirituais ativam padrões mentais no hipotálamo (centro das emoções no cérebro), que converte estes padrões energéticos em comandos bioquímicos, que são conduzidos à hipófise, a qual, por sua vez, transmite esses padrões (positivos ou negativos) através de todo o sistema glandular, resultando em saúde ou doenças. E isto resgata nossa responsabilidade pessoal por nosso estado de saúde.

Através da história da humanidade, diferentes conceitos relacionados a saúde e a doença, foram-se desenvolvendo. A antiga Medicina Chinesa acreditava que O homem adoecia quando em desarmonia com o Universo. Em 361 AC, Hipócrates, o Pai da Medicina Ocidental, conceituava que o poder de cura é inerente à própria natureza e propunha o fortalecimento do organismo, para que este reagisse às doenças. Em 200 DC, Galeno defendeu a idéia de que as doenças podiam ser combatidas por meio de substâncias compostas, opondo-se diretamente aos sinais e sintomas da enfermidade, abrindo caminho para a química, que resultou na moderna e lucrativa farmacologia. Em 1600, a invenção do microscópio fortaleceu mais ainda a ideia de que as doenças surgiam por ataques de micro-organismos nocivos, fazendo com que o sintoma perdesse a sua correlação com a história de vida do doente, passando a ser considerada como conseqüência da invasão de vírus oportunistas.

Com base nestas informações, cabe outra pergunta: _ Se os vírus são os únicos responsáveis pelas doenças, por que, ao inocularmos vírus de gripe, oralmente, em 10 voluntários, nem todos desenvolvem a gripe? Sabemos a resposta! Isto ocorre porque o desenvolvimento da doença irá depender do quanto o organismo do paciente esteja fortalecido ou não, para reagir ao invasor. E isto se evidencia também em relação ao corona vírus. Essa é uma das conclusões de um novo estudo publicado no The Lancet por pesquisadores da China. “Os sintomas mais graves surgem especialmente em pessoas mais velhas e que tenham alguma doença crônica. Entre eles, 55% possuíam algum problema crônico: Diabetes, doenças cardiovasculares, males digestivos ou respiratórios e câncer, estavam entre eles. Além disso, a média de idade dos pacientes era de 55 anos — 37% estavam acima dos 60 anos, o que diminui a imunidade contra infecções em geral”[1]. Ainda segundo os pesquisadores, “a incidência maior ocorre em pacientes do sexo masculino, já que o sistema imunológico das mulheres tende a ser mais ativo.”

Atravessando esse longo percurso histórico, vivemos os estertores de um modelo civilizatório materialista, consumista e imediatista, que em muitas áreas e também na saúde, tornou-se obsoleto ao desconsiderar os fatores necessários à manutenção da saúde integral. Mas agora, o corona vírus nos desafia à reflexão mais profunda sobre o equilíbrio de nossas funções psíquicas (razão, emoção, sensação e intuição) e sobre os nossos sete sentidos, incluindo os cinco sentidos voltados para o mundo tridimensional e os dois sentidos (intuição e transcendência), voltados para a orientação interna e o mundo espiritual, que se abre a outras dimensões de realidade. Estará o corona vírus somatizando a falta de uso da intuição, orientadora dos rumos a seguir e a falta de uso de nosso potencial de transcendência e conexão com o Divino, para o fortalecimento do nosso sistema imunológico? Será este o caminho para despertar a consciência e retomar a manutenção da saúde integral da humanidade?

Este é um processo que se inicia e cujo desfecho dependerá do desenvolvimento de uma nova postura em relação ao modo como lidamos com nossa própria saúde; em relação ao modo como lidamos com os outros reinos da natureza; como lidamos com nossos semelhantes, com o planeta e como nos integramos ao cosmos.

Diante das perspectivas alarmantes precisamos nos lembrar que profecias e prognósticos são feitos para não acontecerem, se fizermos as mudanças necessárias. Então, é tempo de despertar o chakra coronário da humanidade; é tempo de religare; é tempo de conexão; é tempo de união, consciência e movimento de síntese. Que as mentes, os corações e as mãos estejam unidos em torno desta nova proposta!

Por: Sueli Meirelles

Sueli Meirelles - Especialista em Psicologia Clínica (UGF 1986) - (Hipnose Ericksoniana, Regressão de Memória, Reprogramação Mental) e Pesquisadora de Fenômenos Psico-espirituais. MBA em Gestão de Projetos (UNIPAZ- 2005) Membro do CIT - Colégio Internacional de Terapeutas.Escritora e Palestrante

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