16/12/2017

Crise: chamado para o sucesso

Vera Calvet Vera Calvet
"Então, acho que para “virarmos a mesa” de nossa vida, não precisamos olhar para investigar se temos sorte ou coragem! Mas sim, olharmos para nós mesmos e percebermos quais são as nossas qualidades, talentos e potencialidades!"

Ouvimos dizer o tempo todo que as crises podem ser o início de grandes mudanças positivas, pois tendemos a usar nossa criatividade e força de trabalho para nos reinventar. E sabemos que isso é verdade, pois temos exemplos diários de empreendedores de sucesso que passaram por grandes perdas antes disso.

Mas alguns de nós, quando diante de uma crise, olhamos para a nossa vida com desespero, sem conseguirmos enxergar absolutamente nada de positivo nisso. Sem vermos o que podemos fazer e muito menos alguma nova porta surgindo!

Mas o que diferencia quem cresça e se transforme, se reinventando com sucesso, de quem afunde como uma pedra num oceano revolto? Sorte? Seria mesmo a sorte, o princípio de tudo?

E se olhássemos para a sorte de um jeito diferente? Não como uma coisa aleatória que uns tem e outros não, como gostamos de dizer, mas como uma coisa que acaba acontecendo para quem cava, trabalha, insiste? Algo que não é o princípio, mas a consequência de tudo?

Outros dizem também que é uma questão de coragem, de um atributo que já nasce ou não conosco! Será? Na verdade conhecemos casos de pessoas que “viraram a mesa” por desespero, medo e falta de alternativas, e não por coragem, propriamente! E por sorte, muito menos!

Então, acho que para “virarmos a mesa” de nossa vida, não precisamos olhar para investigar se temos sorte ou coragem! Mas sim, olharmos para nós mesmos e percebermos quais são as nossas qualidades, talentos e potencialidades! O que gostamos e sabemos fazer bem, que podemos transformar em uma boa fonte de renda?

Não no momento, pois como não exercemos esse talento profissionalmente, ele está apenas ali, como um potencial! Mas em um futuro próximo se investirmos tempo, dedicação e trabalho! E sabemos que quando fazemos o que gostamos, o trabalho deixa de ser um fardo e passa a ser um prazer!

Minha avó paterna sempre foi um bom exemplo disso para mim! Filha de imigrantes suíços casou-se ainda adolescente com um filho de imigrantes franceses. Numa época em que a mulher só era preparada para cuidar da casa e dos filhos, mal falava o português e quando seu marido, que era o único que falava, adoeceu, tinham quatro filhos e nenhuma fonte de renda. Sem saber se comunicar muito bem, ela começou a anunciar e levar para os vizinhos, amostras dos bolos, salgados e doces que fazia, além de primorosas roupinhas, sapatinhos e mantas de tricô para bebês. E eram lindos e os seus trabalhos! Suas receitas são sagradas para a família até hoje! Todos os filhos se formaram em ótimas carreiras, devido ao sucesso dessa vovó empreendedora!

Foi sorte ou coragem o que desencadeou o processo da minha avó? Acho que ela se sentia a mais azarada das mulheres e tinha um medo terrível! Porém, olhando para o que sabia e gostava de fazer, o medo se transformou em coragem e o azar virou a sorte de sua vida!

Olhe para os seus talentos, seus medos e supostos azares, pois tenho certeza de que sua “volta por cima” está oculta exatamente aí!

Por: Vera Calvet

Vera Calvet é arquiteta, vice-presidente do Instituto Ráshuah do Brasil - Núcleo de Meditação e Terapias. Psicoterapeuta, escritora, instrutora de meditação e palestrante. Desenvolveu métodos terapêuticos voltados ao autoconhecimento e técnicas de Meditação, ministrados em todas as unidades do Instituto Ráshuah no Brasil e no exterior: http://www.rashuah.com.br

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