20/10/2017

As conversas mentais, escolhas e a intuição

Vera Calvet Vera Calvet
"Entender que podemos escolher algumas direções e não todas as direções possíveis, é libertador!"

Quem nunca experimentou um longo bate papo mental quando em dúvida a respeito de uma tomada de decisão?

Faz parte do processo e é importante que seja assim. Afinal, há de se analisar racional e claramente as opções que temos diante de nós.

Porém, um fator complicador entra em cena, quando a nossa mente ama tanto o processo de análise, que gira, gira e gira em torno da questão, sem nos dar o que mais precisamos e clamamos: “Me mostre a direção correta e definitiva, pelo amor de Deus!”

Esse papo em roda pode piorar ainda mais, quando somos muito criativos e percebemos que gostaríamos de muitas coisas que pensamos, e que somos capazes de fazer outras tantas!

É comum, pessoas criativas e cheias de potencial, paralisarem, travarem diante de tantas possibilidades. Nesse caso, as possibilidades se transformam em âncoras!

Como sair disso?

O primeiro impulso rumo a uma direção, começa quando compreendemos de fato o que significa - poder pessoal!

É muito bom sabermos que temos o poder de fazer o que desejarmos e que temos vários talentos e gostos! Mas é ótimo quando entendemos que não temos que fazer tudo o que desejarmos! Podemos escolher uma direção principal onde gastar nossa energia e investir nosso tempo!

Entender que podemos escolher algumas direções, e não, todas as direções possíveis, é libertador!

Podemos observar também, que não é apenas de nossa mente a responsabilidade de separar uma única direção, como resultado da nossa análise racional! A mente tem como função, nos mostrar as possibilidades! Mas, para a escolha definitiva, teremos que contar também, com outras ferramentas do nosso ser!

Uma dessas ferramentas a ser utilizada após a análise racional é o sentimento, claro! Sabemos que, se não gostarmos suficientemente de uma direção, o fracasso será uma questão de tempo! Somos capazes de nos autosabotar, sem sequer percebermos!

Quando a questão for submetida ao coração, ele dará seu parecer e riscará metade das possibilidades de nossa lista mental! Mas, temos que ouvi-lo de verdade, sem deixar a mente tagarelar nesse momento!

A outra ferramenta será o nosso juiz definitivo, após a análise racional e o parecer do coração. É a intuição!

Mas, quanto a ela, muitos têm dúvidas a respeito de como identifica-la, sem confundi-la com os pensamentos ou com os sentimentos.

É bem simples!

A voz da sua intuição não tagarela, não te oferece mil motivos, não concorda ou discorda, em palavras, dos seus pensamentos! Quem faz isso é a voz da sua mente!

A voz da sua intuição não dá nenhum nó em seu estômago e nem aperta o seu coração! Essa é a voz dos seus medos!

A voz da intuição também não provoca palpitações de felicidade ou êxtase! Pois essa é a voz dos seus sentimentos!

A voz da sua intuição é muda, calma e certeira!

Contra ela não há argumentos!

Deixá-la de lado, significa exclamarmos, no futuro: “Eu sabia, algo me disse, mas eu não dei ouvidos!”

Ouça o veredito de sua voz silenciosa e faça sempre boas escolhas!

Por: Vera Calvet

Vera Calvet é arquiteta, vice-presidente do Instituto Ráshuah do Brasil - Núcleo de Meditação e Terapias. Psicoterapeuta, escritora, instrutora de meditação e palestrante. Desenvolveu métodos terapêuticos voltados ao autoconhecimento e técnicas de Meditação, ministrados em todas as unidades do Instituto Ráshuah no Brasil e no exterior: http://www.rashuah.com.br

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